Vamos começar com o alerta sobre o que já vivemos sem prestarmos se quer atenção: igual a música do Martinho da vila - é divaga, é divagar é divagar divagarinho.
Depois de ter subjugado sucessivamente cada membro da sociedade, modelando-lhe o espírito segundo a sua vontade, o Estado estende então seus braços sobre toda a comunidade. Cobre o corpo social com uma rede de pequenas regras complicadas, minunciosas e uniformes, rede que as mentes mais originais e os caracteres mais fortes não conseguem penetrar para elevar-se acima da multidão. A vontade do homem não é distruida, mas amolecida, dobrada e guiada; ele raramente é obrigado a agir, mas é com frequencia proibido de agir. Tal poder não destroi a existência, mas a torna impossível; não tiraniza, mas comprime, enerva, sufoca e entorpece um povo, até que cada nação seja reduzida a nada mais que um rebanho de tímidos animais industriais, cujo pastor é o governo. - Sempre pensei que uma servidão metódica, pacata e suave, como a que acabo de descrever, pode ser combinada, com mais facilidade do que em geral se pensa, com alguma forma aparente de liberdade, e que poderia mesmo estabelecer-se sobre as asas da sabedoria popular. Alexis De Tocqueville
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Qualquer indivíduo, mesmo as vezes sem saber explicitar, quer possuir o máximo de liberdade. Se em algum momento, lhe for abolido o direito de manisfestar suas ideias, de escolher e de se locomover, neste ponto deixará de ser um ser humano e passará a ser apenas um animal sem estima, sem ideais, sem objetivos. Apenas mais uma cabeça no seio coletivo da manada.
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