O cidadão comum tem uma visão equivocada dos assuntos político, e não conhecem e as vezes nem imagina as pressões que sofre o homem público, principalmente o chefe do poder executivo.
O que se espera é que seja, uma espécie de deus terreno e que tudo que não seja possível ao cidadão comum, pra ele é possível.
Não me parece ter sido à toa que o presidente, que inicialmente seria apenas um personagem secundário, tenha progressivamente ganho mais destaque nos episódios: de algum modo, a idéia de um grande líder – suficientemente sábio para liderar as pessoas em todas as áreas de suas vidas, versado em economia, história e latim, bom pai, marido apaixonado e fiel, esportista e bem-humorado, enfim, alguém quase sobre-humano – é algo que fascina as pessoas. Enfim: o Estado seria capaz de tudo – desde que tivéssemos pessoas virtuosas o suficiente para administrá-lo. No fundo, se espera um príncipe benevolente, um doce tirano, que nos comande por saber o que é melhor para nós – e sabê-lo melhor do que nós mesmos.
Falou....
Qualquer indivíduo, mesmo as vezes sem saber explicitar, quer possuir o máximo de liberdade. Se em algum momento, lhe for abolido o direito de manisfestar suas ideias, de escolher e de se locomover, neste ponto deixará de ser um ser humano e passará a ser apenas um animal sem estima, sem ideais, sem objetivos. Apenas mais uma cabeça no seio coletivo da manada.
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