Vou dizer algo que muitos dos que hoje estão entre trinta e quarenta anos já não percebem mais. O sistema político brasileiro não oferece mais meios para decisões idealistas, no Brasil já não se discute mais limites para o Estado, O Estado é algo acima de tudo, os governantes brasileiros tem poderes de fazer inveja a Nero e a Átilas. Ai de quem, hoje no Brasil, cair nas malhas do sistema, se tornar persona non grata. A súcia política vai cair sobre você como um tsunami, vai fazer de você um nada, vai demolir sua individualidade de tal forma que tudo que você pensar em fazer será obstruído. Os efeito dessa praxe as pessoas até sentem, mas não entendem porque. Nós, os brasileiros, já entendemos como normal, os agentes governamentais determinarem o que devemos fazer, como fazer, onde fazer, quando fazer e se cabe a nós escolher quanto devemos pagar. Muitos poderão dizer, Cristovam, você tá exagerando, não, não estou não. O telefone, a luz, a água, a mensalidade escolar, o aluguel, a passagem nos transportes de massa, o combustível e muitos alimentos, tem os preços determinados pelo governo. Alguém pode dizer, e isso não é bom? Aí a resposta se torna complicada, sabe por que, porque nós brasileiro perdemos a noção de escolha, já nos acostumamos a obedecer cegamente as determinações governamentais, até porque os limites de nosso raciocínio já foi determinado, o raciocínio político das pessoas no brasil se atem as eleições, todos, com raras exceções, entendem democracia como algo que nos oferece a possibilidade de escolher os representantes. Chega ao cúmulo de um presidente da república garantir que na Venezuela de Hugo Chaves tem democracia até demais, quando na verdade lá na Venezuela existe uma ditadura disfarçada. Então, respondo, não, não é bom, porque termina com a vontade dos agentes econômicos, e com uma grande dificuldade de as pessoas resolverem o que e melhor pra elas. Quer ver, tente discutir o preço da gasolina em um posto, você talvez nem pense nisto, já é normal não discutir o valor que mostra na bomba. Vá num grande magazine e tente pedir um desconto no preço da etiqueta, verá que é impossível. No magazine você ainda tem uma vantagem, não é obrigado a comprar, mas e a gasolina? É chegou o cúmulo o raciocínio de que a empresa como a petrobras é uma empresa pública, isto não é possível, os bens público são de uso comum e não custam nada. Empresa como os correios, a petrobras, o banco do brasil etc. são empresas administradas pelo governo, muito diferente de empresa pública, como já explicitado, bens de uso comum e público não custa nada, então não pode se denominar de empresa algo que tem custo para o consumidor.
Mas voltando ao campo político, o conjunto de interesses vigentes no Brasil, já estão homogeneizadas, não se discute mais ideias politicas, se discute como fazer melhor ou pior a mesma coisa. Esclarecendo, o que hoje temos é uma espécie de disputa administrativa, todos os partidos pensam quase do mesmo jeito, apenas não concordam como fazer ou prestar certos tipo de serviço.
Por quê estou falando sobre este assunto, porque o caminho que hora trilhamos desembocará com certeza em algo perigoso para o indivíduo, chegará ao ponto, como já ocorreu na antiga URSS, de se você matar alguém será preso e passará, digamos, dez anos na cadeia, mas se for pego falando contra o sistema vai pro paredon. Brincadeira? não, pura verdade, mas se perguntarmos para quaisquer dos representantes partidários do Brasil, muitos dirão que é mentira, quando conhecerem o assunto e a grande maioria vai rir na nossa cara e dizer que estamos vendo fantasmas. Ainda não estamos totalmente assim, mais estamos progressivamente caminhando pra isto. Alias, progressista significa isto. Caminhar rumo ao socialismo.

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